Guia Definitivo Sobre Transplante Capilar: Como Ele é Feito

Tudo sobre implante capilar

A cirurgia de implante capilar não é recente, já sendo realizada há algumas décadas, o que ocorre é que hoje o método está mais generalizado devido à uma maior divulgação. Atualmente, existe uma significativa parcela de homens com idades entre 18 e 22 anos que já apresentam sinais de calvície. Trata-se de algo cada vez mais comum. Normalmente, a motivação para a realização do transplante capilar está relacionada ao mal estar do calvo perante à sociedade e a cobrança feita por esta.



Diferença entre transplante capilar e prótese capilar

Não se deve confundir transplante de cabelo com prótese capilar. No primeiro método, retira-se cabelo da área doadora (situada na região occipital da cabeça) para implantar os fios individualmente na região mais rarefeita. Já a prótese é uma peruca, entretanto, algumas delas possuem um acabamento muito bem confeccionado, que acabam quase que se transformando em uma segunda pele sobre o couro cabeludo.

O grande problema das próteses capilares é que elas abafam demasiadamente o couro cabeludo, que passa muito tempo sobre intensa oclusão. Em climas predominantemente tropicais, como o brasileiro, a utilização desse recurso pode ser desagradável. Muitas pessoas que realizam quimioterapia e outros processos para o tratamento do câncer costumam se submeter ao uso dessas próteses. Desde que o período de uso seja temporário, a utilização poderá ser recomendada. Por outro lado, não é interessante usar essas próteses de maneira definitiva.

Transplante capilar funciona?

Normalmente, os maiores temores em relação ao transplante capilar, são devido a eventuais complicações que possam ocorrer durante a cirurgia ou que esta proporcione um aspecto artificial. Infelizmente, a técnica mais utilizada no mundo gera resultados pífios. Trata-se de uma técnica bastante ultrapassada e que já deveria estar em desuso. Contudo, devido ao fato do método ser simples e de baixo custo, ele acaba sendo realizado em uma quantidade imensa de pessoas.

A evolução da cirurgia vem ocorrendo de forma extremamente rápida nos últimos anos. Atualmente, o método mais moderno é chamado de FUE, do inglês Follicular Unit Extraction. Devido à natureza do procedimento, o resultado é absolutamente natural, e ao serem transferidos para a área afetada pela calvície, esses fios irão perdurar pelo resto da vida do indivíduo, mantendo o crescimento como se estivessem na área original.

Quem pode fazer o transplante capilar?

É importante salientar que existe uma limitação matemática para a realização do transplante capilar. Desse modo, um paciente que possua uma calvície avançada, e tenha perdido, por exemplo, de 40 a 80 mil fios de cabelo, não conseguirá voltar a ser cabeludo como era aos 15 ou 16 anos de idade. Isso porque a área doadora comporta um limite de fios, tanto com relação à extensão da retirada quanto à largura.

Na prática, isso garante cerca de até 9 mil fios de cabelo que podem ser usados na cirurgia. Para quem perdeu, por exemplo, aproximadamente 12 mil fios, a citada quantia pode proporcionar excelentes resultados. Mas, para aqueles que perderam em torno de 80 mil fios, o volume disponível para a operação poderá ser insuficiente para repor o cabelo anterior, e para esses casos, ao término da cirurgia, o aspecto visual será melhor, mas longe de proporcionar um vistoso aumento do volume capilar.

Qual é a melhor hora para se recorrer à cirurgia?

Pode-se afirmar que, existe um momento certo para que o procedimento seja adotado, o qual é definido pela estabilização da queda de cabelo. Logo, na maioria dos casos, a juventude não é a fase ideal para a realização da cirurgia.

Como é feita a cirurgia de transplante capilar

O couro cabeludo contém poros que possuem de um a quatro fios de cabelo, e esses agrupamentos são chamados de unidades foliculares. Assim, durante o transplante capilar, o cirurgião prepara os fios provindos da área doadora, que é uma região imune à calvície (localizada próxima à nuca e acima da orelha), reunindo grupos compostos por um, dois, três ou até quatro fios.

A cirurgia é extremamente delicada e artesanal, envolvendo até mesmo o uso de microscópios estereoscópicos para realizar a separação das unidades foliculares, esse trabalho é comparável a uma lapidação, e caso o cirurgião erre o corte, ele poderá lesar o folículo piloso, acarretando a transferência de um cabelo que não irá crescer.

Soma-se a isso o fato de ser uma cirurgia de grande porte. Assim, ela deverá ser realizada em um hospital, com a presença de um anestesista que consiga manter o paciente inconsciente durante todo o ato operatório. Todavia, não se trata de anestesia geral, e sim local, da mesma forma que ocorre em um consultório odontológico. Porém, por se tratar de uma cirurgia que, em média, necessita de seis a oito horas para ser para ser concluída, o paciente é mantido sedado no decorrer de todo o procedimento com a ajuda de drogas seguras que os anestesistas têm à disposição.

Com o paciente estirado à frente do médico, o profissional então executa microfuros com uma lâmina especial. Cada microfuro receberá a raiz do novo cabelo transplantado, que como dito anteriormente, poderá conter um, dois, três ou quatro fios. O cabelo que irá se desenvolver na região afetada pela calvície nascerá com as mesmas características da área a qual foi retirado.

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Para saber mais sobre como é realizado o processo, recomendados que leia esse artigo.

Pós-operatório

No pós-operatório, o paciente deverá permanecer internado por uma noite no hospital, com um curativo que tem a função de proteger a área operada. Na manhã seguinte, o curativo é retirado, lava-se o couro cabeludo tratado, e é transmitida ao paciente orientações sobre a maneira correta de se realizar as próximas lavagens na região. O ideal é lavar a cabeça de duas a três vezes por dia.

Em seguida, o paciente passará pela drenagem linfática, técnica necessária devido ao uso de anestesia local para execução da cirurgia, fazendo com que o líquido fique propenso a se deslocar para a área do rosto. Com a drenagem linfática, o edema será empurrado para os gânglios cervicais, e o paciente ficará com um aspecto inchado pelos próximos dias. Assim, ocorre uma aceleração do escoamento de todo o inchaço ocasionado pela cirurgia. Posteriormente, o paciente recebe bolsas de gelo com o objetivo de prevenir novos inchaços.

Por fim, o paciente recebe alta hospitalar, e é então orientado a repousar por alguns dias. Uma vez em sua residência, ele também deverá dar prosseguimento à limpeza do couro cabeludo, drenagem e aplicação de bolsas de gelo. Normalmente no terceiro ou quarto dia posterior ao procedimento, já é possível retomar as atividades cotidianas.

Agora conte pra gente:

Você está sofrendo com a queda de cabelo? Pensando em realizar um transplante capilar? Procurando por clínicas e preços na sua região? Comente abaixo e tentaremos responder às suas dúvidas. Todos os comentários serão respondidos.

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